Eu

Eu
luto eterno

sábado, 4 de fevereiro de 2012

Perder um  ente querido,

talvez um sonho,

dói de verdade.

A gente imagina que vai morrer sem ele.

Nada mais importa,

nada mais tem muito valor.

Não há motivos, não há mais porquês.

Não existem mais motivos de se chegar nem porque ir.

Como dói aquela ausência

Como dói a perspectiva de nunca mais ter nos braços alguém que a gente imaginava ao nosso lado por muito tempo.

Como dói acabarem as ilusões,

Nunca mais.

E no entanto, quando aquela dor torturadora se vai,

vencida pelo correr de longos e longos  dias meses  anos,

o que sentimos não é alívio,

mas vazio e frustação.

Como se dentro da gente ficasse faltando um pedaço...

um pedaço impossível de ser consertado.

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