Dizem que quando uma mãe perde um/a filho/a a saudade atenuará com o tempo, e não
é como querem crer... Ela não diminui.
O tempo e inimigo da saudade e não a beneficia em nada! .
Quem não sabe que quando não vemos alguém por um dia, não sentimos tanta saudade quanto sentimos quando não a vemos por um, dois, três anos ou mais?
Mesmo assim as pessoas fecham os olhos para essa realidade, e querem mesmo fazer uma mãe órfã crer que a dor da saudade irá diminuir com o tempo. Isso e indecente!
Minha filha Kássia, foi levada por Deus, mas curiosamente para aqueles que nunca experimentaram a imensa dor de ver uma filha partir, 9 ou 10 meses já é tempo suficiente para uma mãe sequer falar de sua filha.
Que crueldade! E que falta de entendimento!
Após 1 ano da partida de minha filha, as pessoas começaram a me cobrar um sorriso constante. Afinal como viver um luto perpétuo? Não temos o direito de chorarmos a morte de um/a filho/a para sempre?
Como andarmos pelos mesmos lugares que eles andaram, ou conhecermos lugares que gostaríamos de compartilhar tais novas descobertas com nossos rebentos, sem nos lembrarmos deles?
Como podemos ver seus amigos casarem, se formarem, seguirem seus rumos sem imaginarmos como seria o futuro dos nossos?
Como posso experimentar aquele seu prato preferido, sem lembrar o quanto ela gostava daquilo?
Para quem não conhece o quanto e grande entregar um filho a Deus, é fácil acreditar que 1 ano após a isso, a mãe órfã já não tem nenhuma razão para sofrer...
Mentira! Engano! Ledo engano...
O luto de um/a filho/a é para sempre. Ainda que a psicologia teime em dizer que a fase critica de um luto ocorre em 6 meses. Eu e qualquer outra mãe órfã podemos garantir que essa fase critica do luto de uma mãe nunca vai passar. Mesmo porque as reações são variadas.
Algumas de nós só vamos entender o que realmente aconteceu após 6 meses. Isso posso garantir!
Até lá, o cheiro dos nossos rebentos ainda é muito presente.
Ainda recebemos cartas ou telefonemas ,u até mesmo as contas ainda para pagar.
Como estar na fase critica do luto num período em que tudo concorre para respaldar o que ainda não queremos acreditar?
É justamente quando ele começa a ser esquecido que a realidade cai com fúria sobre nossas cabeças.
É justamente quando ninguém mais fala, ou quer falar, que a mãe órfã sente-se sozinha e recorda que um dia ela andou com seu corpo na terra.
É quando o cheiro de suas roupas se esvai...
É quando as pessoas não telefonam mais o/a procurando.
É quando as cartas não chegam mais...
Que a mãe órfã, calada, num silêncio profundo vive sozinha o inicio de um luto isolado, sem ninguém para acompanhar, sem ninguém para consolar...
O que deveria ser um consolo passa então a ser uma cobrança.
Filhos passam a cobrar uma alegria constante, passam a cobrar disposição.
Amigos passam a cobrar esquecimento.
E vizinhos passam a cobrar o silencio...
Silencio...
O silencio do túmulo. Dito silêncio sepulcral.
Ironia...
É justamente o silencio do túmulo que grita nos ouvidos da mãe que calada segue o seu destino, que carrega ausência gritante de um/a filho/a que tanto amou, e ainda ama, e sempre amara...
Esse silêncio sepulcral...
Silêncio que vem de encontro a dor da saudade para nos dizer : E verdade!
Todos os dias fazemos uma meditação que nos encoraja a continuarmos aqui.
Ele/a está com Deus, portanto vou levantar, vou me
vestir e vou seguir o meu destino.O tempo e inimigo da saudade e não a beneficia em nada! .
Quem não sabe que quando não vemos alguém por um dia, não sentimos tanta saudade quanto sentimos quando não a vemos por um, dois, três anos ou mais?
Mesmo assim as pessoas fecham os olhos para essa realidade, e querem mesmo fazer uma mãe órfã crer que a dor da saudade irá diminuir com o tempo. Isso e indecente!
Minha filha Kássia, foi levada por Deus, mas curiosamente para aqueles que nunca experimentaram a imensa dor de ver uma filha partir, 9 ou 10 meses já é tempo suficiente para uma mãe sequer falar de sua filha.
Que crueldade! E que falta de entendimento!
Após 1 ano da partida de minha filha, as pessoas começaram a me cobrar um sorriso constante. Afinal como viver um luto perpétuo? Não temos o direito de chorarmos a morte de um/a filho/a para sempre?
Como andarmos pelos mesmos lugares que eles andaram, ou conhecermos lugares que gostaríamos de compartilhar tais novas descobertas com nossos rebentos, sem nos lembrarmos deles?
Como podemos ver seus amigos casarem, se formarem, seguirem seus rumos sem imaginarmos como seria o futuro dos nossos?
Como posso experimentar aquele seu prato preferido, sem lembrar o quanto ela gostava daquilo?
Para quem não conhece o quanto e grande entregar um filho a Deus, é fácil acreditar que 1 ano após a isso, a mãe órfã já não tem nenhuma razão para sofrer...
Mentira! Engano! Ledo engano...
O luto de um/a filho/a é para sempre. Ainda que a psicologia teime em dizer que a fase critica de um luto ocorre em 6 meses. Eu e qualquer outra mãe órfã podemos garantir que essa fase critica do luto de uma mãe nunca vai passar. Mesmo porque as reações são variadas.
Algumas de nós só vamos entender o que realmente aconteceu após 6 meses. Isso posso garantir!
Até lá, o cheiro dos nossos rebentos ainda é muito presente.
Ainda recebemos cartas ou telefonemas ,u até mesmo as contas ainda para pagar.
Como estar na fase critica do luto num período em que tudo concorre para respaldar o que ainda não queremos acreditar?
É justamente quando ele começa a ser esquecido que a realidade cai com fúria sobre nossas cabeças.
É justamente quando ninguém mais fala, ou quer falar, que a mãe órfã sente-se sozinha e recorda que um dia ela andou com seu corpo na terra.
É quando o cheiro de suas roupas se esvai...
É quando as pessoas não telefonam mais o/a procurando.
É quando as cartas não chegam mais...
Que a mãe órfã, calada, num silêncio profundo vive sozinha o inicio de um luto isolado, sem ninguém para acompanhar, sem ninguém para consolar...
O que deveria ser um consolo passa então a ser uma cobrança.
Filhos passam a cobrar uma alegria constante, passam a cobrar disposição.
Amigos passam a cobrar esquecimento.
E vizinhos passam a cobrar o silencio...
Silencio...
O silencio do túmulo. Dito silêncio sepulcral.
Ironia...
É justamente o silencio do túmulo que grita nos ouvidos da mãe que calada segue o seu destino, que carrega ausência gritante de um/a filho/a que tanto amou, e ainda ama, e sempre amara...
Esse silêncio sepulcral...
Silêncio que vem de encontro a dor da saudade para nos dizer : E verdade!
Todos os dias fazemos uma meditação que nos encoraja a continuarmos aqui.
Não vou acreditar que isso passará com o tempo, porque eu sei que é mentira!
Não vou acreditar que algum dia eu levantarei de minha cama e me esquecerei que ele/a passou por aqui, como ele/a era, quais ambições tinha, quais projetos terrenos queria executar, quem amou, o que desejou , que comida gostava, qual a cor preferida, ou ate mesmo do timbre de sua voz...
Para as pessoas que passam no meu trajeto evito falar, evito citar. Não porque me esqueci dele/a, mas porque não quero ouvir alguém aconselhar-me a esquecer...


