Eu

Eu
luto eterno

sexta-feira, 23 de setembro de 2011



Há dias assim

Que nos faltam as palavras

O pensamento emburrece

E a lágrima não desce;

Então,

Criamos um verso sem crédito

Repetimos um verbo decrépito

Desejamos um sol que não aparece

Ou um milagre que não acontece.

Há dias assim

Que a gente se vê meio aéreo

E sente a garganta entalada

Com alguma coisa não explicada

Então,

Procuramos entre as tralhas do sótão

Um trilha inexistente

Uma prece remanescente

Ou as notas daquela canção.

Há dias assim

Que o corpo parece doentio

O juízo se torna senil

E o alento se dá ao extravio

Então,

Enfatizamos o nosso silêncio

Emborcamos os nossos sentidos

E ficamos curtindo um vazio

Há dias assim

Que o melhor seria só dormir

sábado, 10 de setembro de 2011


Difícil de explicar essa dor, que nos dilacera a alma.
É uma dor que machuca , sufoca , dói , é como se pegássemos uma faca e cravássemos no peito e saíssemos rasgando , rompendo sangrando, tudo por dentro, até secar a ultima gota de sangue e esvaziássemos a vida que há em nós.
Hoje eu sei o que é está sozinha, abandonada, mesmo tendo tantos a minha volta.
Hoje eu sei o que é a dor da solidão
Ela tomou conta de mim invadiu meu ser
E eu chorei ...
E ao chorar vi toda a minha fragilidade e o meu ser se desmanchando em lágrimas.
Me sinto só, e coberta pela escuridão da solidão. Ela é negra, sombria, vazia, mórbida.
Ah! Quão triste é a solidão que me consome
Quantas lágrimas terei que derramar para que ela se afaste de mim ?
Minhas lágrimas não me purificam, elas tem o gosto amargo.
Meu Deus que solidão, que angustia de viver sem saber quando isso tudo vai passar.
Será meu martírio viver essa solidão ou será um mal necessário?